
(Óleo de José Bardasano Baos)
Quase Alegre…quase
Quase alegre quase
Quase triste quase
Não sei onde , algures
Em qualquer taberna
Qualquer simples terna
Banal concertina
Mói teimosamente
Sempre a mesma frase
Recomeça, insiste
Alegre ou triste..
Insiste!
Nunca mais termina
Pobre e cristalina
Popular, vulgar
Nada tem a frase de particular
Mas lançada a branda brisa vespertina
Que ma traz distante
Quase alegre quase
Quase triste quase
Não sei porque algures essa concertina
Resignadamente mói a mesma frase
Como uma saudade
Que nem é de nada
Mas é bem saudade
Seja do que for
Como uma chuvinha
Plácida obstinada
Que miudinha invada
Tudo de em redor
Renitente frase
Pobre e cristalina
Que na sombra algures
Qualquer concertina
Resignadamente
Diabólicamente
Mói e mói e mói
Quase alegre quase
Quase triste quase….
Recomeça, insiste!
Alegre ou triste..
Insiste!
Nunca mais termina…
[José Régio]
Quase alegre quase
Quase triste quase
Não sei onde , algures
Em qualquer taberna
Qualquer simples terna
Banal concertina
Mói teimosamente
Sempre a mesma frase
Recomeça, insiste
Alegre ou triste..
Insiste!
Nunca mais termina
Pobre e cristalina
Popular, vulgar
Nada tem a frase de particular
Mas lançada a branda brisa vespertina
Que ma traz distante
Quase alegre quase
Quase triste quase
Não sei porque algures essa concertina
Resignadamente mói a mesma frase
Como uma saudade
Que nem é de nada
Mas é bem saudade
Seja do que for
Como uma chuvinha
Plácida obstinada
Que miudinha invada
Tudo de em redor
Renitente frase
Pobre e cristalina
Que na sombra algures
Qualquer concertina
Resignadamente
Diabólicamente
Mói e mói e mói
Quase alegre quase
Quase triste quase….
Recomeça, insiste!
Alegre ou triste..
Insiste!
Nunca mais termina…
[José Régio]





