sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Poema de Natal (Vinicius de Moraes - Youtube)
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Fado da Tristeza (Youtube)
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Cai Chuva Do Céu Cinzento (Youtube)
domingo, 20 de dezembro de 2009
Eu te Proponho
Sei que seria possível construir o mundo justo.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Bing Crosby - White Christmas (Youtube)
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
La Solitude – Léo Ferré (Youtube)
Je suis d'un autre pays que le votre, d'un autre quartier, d'une autre solitude.
Je m'invente aujourd'hui des chemins de traverse.
Je ne suis plus de chez vous, j'attends des mutants.
Biologiquement je m'arrange avec l'idée que je me fais de la biologie: je pisse, j'éjacule, je pleure.
Il est de toute première instance que nous faconnions nos idées comme s'il s'agissait d'objets manufacturés.
Je suis pret à vous procurer les moules.
Mais, la solitude.
Les moules sont d'une texture nouvelle, je vous avertis.
Ils ont été coulés demain matin.
Si vous n'avez pas dès ce jour, le sentiment relatif de votre durée,
il est inutile de regarder devant vous car devant c'est derrière, la nuit c'est le jour.
Et la solitude.
Il est de toute première instance que les laveries automatiques, au coin des rues,soient aussi imperturbables que les feux d'arret ou de voie libre.
Les flics du détersif vous indiqueront la case où il vous sera loisible de laver ce que vous croyez etre votre conscience et qui n'est qu'une dépendance de l'ordinateur neurophile qui vous sert de cerveau.
Et pourtant la solitude.
Le désespoir est une forme supérieure de la critique.
Pour le moment, nous l'appellerons "bonheur",les mots que vous employez n'étant plus "les mots" mais une sorte de conduit à travers lequels, les analphabètes se font bonne conscience.
Mais la solitude.
Le Code civil nous en parlerons plus tard.
Pour le moment, je voudrais codifier l'incodifiable.
Je voudrais mesurer vos danaides démocraties.
Je voudrais m'insérer dans le vide absolu et devenir le non-dit,le non-avenu, le non-vierge par manque de lucidité.
La lucidité se tient dans mon froc...
[Léo Ferré]
sábado, 12 de dezembro de 2009
Ana Moura - Os Búzios (Youtube)

Os Búzios
Como se os seus olhos fossem as portas do pranto,
Sinal da cruz que persiste, os dedos contra o quebranto
E os búzios que a velha lançava sobre um velho manto.
À espreita está um grande amor mas guarda segredo,
Vazio tens o teu coração na porta do medo,
Vê como os búzios caíram virados p'ra norte.
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte!
Havia um desespero intenso na sua voz,
O quarto cheirava a incenso, mais uns quantos pós,
A velha agitava o lenço, dobrou-o, deu-lhe 2 nós
E o seu padre santo falou usando-lhe a voz
À espreita está um grande amor mas guarda segredo,
Vazio tens o teu coração na porta do medo,
Vê como os búzios caíram virados p'ra norte,
Pois eu vou mexer o destino, vou mudar-te a sorte!
[Jorge Fernando]
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
José Mário Branco - Inquietação (Youtube)
Pedro Barroso - Menina dos Olhos de Água (Youtube)
domingo, 6 de dezembro de 2009
O Velho e a Flor
sábado, 5 de dezembro de 2009
Talvez...

De a esperança ser presente
Do futuro não ser um passado
Do muito que se perdeu.
Talvez um momento não seja breve
E o eterno não seja finito
Um dia talvez... Haja uma chance
De crescer pra ser criança
De despertar no grisalho amor
Talvez haja tempo de voar
Em terra firme e de firmar-se
Em etéreas nuvens
Talvez haja tempo...
De felicidades absolutas e
de infelicidades relativas.
Um tempo em que o sol não se ponha
Tempo de uma mão não dizer adeus
De um olhar não ser estéril
Um tempo em que o cinza seja mais azul
De vislumbrar o infinito horizonte
Que decerto despertará
Num novo tempo de acordar.
[Sandra Fichera]
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Para o António, da Elly Ramos

Uma mão, um rosto, uma palavra.
Mais que isso...
O Conforto de encostar ao peito
A Liberdade de poder chorar
E mesmo sem emitir palavras
A certeza da compreensão
Deixou a saudade
Do barulho dos objectos da cozinha
Do cheiro dos legumes da sopa
Da cor da estampa do vestido...
De olhos turvos
As mãos molhadas
Deixa os dedos escorregarem
Delineando os fios brancos
Sufocando
Os sentidos
O grito
A dor.
(foi-se parte de mim, muito ficou de ti.)
[Elly Ramos]
sábado, 28 de novembro de 2009
Sei um ninho
Saudade é solidão acompanhada

é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca, é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade: aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos: não ter por quem sentir saudades, passar pela vida e não viver. O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
[Pablo Neruda]
A MEU FAVOR

Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer
A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.
[Alexandre O'Neill]
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
nua

quero-te nua
nua como um gesto subtil
como um movimento curvilíneo
inacabado
nua
como um campo de lilases
numa noite sem estrelas
nua
corpo completo:
vertigem e abismo
sodoma e gomorra
princípio sem fim
nua eu te quero
com uma nudez mais nua
que a nudez mais completa
e pura
nua
por um momento quase nada
quase bruma
quase vazio
quase faúlha
quase fogo
quase fuga
quase inferno
quase loucura
nua
mais nua que a neve branda no deserto
quando o deserto floresce no inverno para lá do espelho
e tu ficas nua como uma miragem de esboços latentes
aguarela de desassossego
nua de todos os contrastes
vazia de todas as distâncias
maré ausente
maré vazante
nua assim eu te sonho
nua assim eu te quero
nua assim
eu te espero
[Jorge Casimiro]
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Dialética
Quase um poema de amor

Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza Lusitana tem essa humana
Graça feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado o coração
Num íntimo pudor,
que não escrevo
[Miguel Torga]
No mistério do sem-fim
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Mãe - Rodrigo Costa Félix (Youtube)

MÃE
Quanto é doce, quanto é bom
No mundo encontrar alguém.
Que no junte contra o peito
E a quem nós chamamos mãe
Quem nos guia, nos segura,
Nos momentos de tristeza,
Quando tudo duvidamos,
Quem nos enche de certeza.
Quem nos ama, quem nos ama,
Como não se ama ninguém,
Quem nos junta contra o peito
E a quem nós chamamos Mãe.
Venham ventos, tempestades
Quando tudo está errado,
Quem nos guarda e nos protege
E está sempre ao nosso lado,
Quem por bem nos aconselha,
Nos desculpa nos perdoa,
Quem nos cuida das feridas,
Quando o mundo nos magoa
Quem nos ama, quem nos ama
Como não se ama ninguém,
Quem nos junta contra o peito
E a quem nós chamamos Mãe!
[Popular/música : José Afonso]
Saudades de Ti Mãe, cada vez mais e mais.
Parabéns Rodrigo!
sábado, 21 de novembro de 2009
Verdes Campos, Verde Vida.[MªManuel Cid]-Youtube

Verdes campos , verde vida…
Toda a campina florida
Num repente escureceu
Fez-se noite em toda a parte
E porque o sonho não parte
Fiquei só, apenas eu…
Uma certeza me deste
E nela o sabor agreste
Da sina que foi traçada;
A baga do azevinho
Já nasce trazendo espinho
E morre quando pisada
E morre porque não sabe
Que alguma parte lhe cabe
De tanta coisa perdida;
Algo mais, amargo e doce,
E sempre – se mais não fosse
Verdes campos , verde vida.
Nada tenho, resta apenas
Esta roupagem de penas
Mais pobre que um pobrezinho;
Mas quando a morte chegar
Eu sei que posso voltar
Ao verde do meu caminho
[Maria Manuel Cid/Fernando Pinto Coelho]
Voz : Maria do Rosário Bettencourt
Roseira Brava – Adriano Correia de Oliveira(Youtube)
Roseira brava, roseira
Barco sem leme nem remos
Roseira brava é a vida
Que amargamente vivemos.
Roseira brava não tem
Rosas abertas nos ramos
Roseira brava é espinho
Que em nosso peito cravamos.
Roseira brava, roseira
Rosa em botão desfolhada
Roseira brava é teu rosto
Rompendo da madrugada.
Roseira brava no vento
Vai espalhando a semente
Roseira brava é lembrar
Quem se não lembra da gente.
Roseira brava, roseira
Que o sol de Verão não aquece
Roseira brava é o amor
A quem amor não merece.
Roseira brava é o ódio
Que vai minando a raiz
Roseira brava, roseira
Roseira do meu país.
Roseira brava é o ódio
Roseira do meu país.
[António Ferreira Guedes / José Niza ]
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Fado Tropical (Nunca é demais) - Youtube -

Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril
Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
"Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo
( além da sífilis, é claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."
Com avencas na catinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
"Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto
Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto
Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa"
Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre trás-os-montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
[Chico Buarque/ Ruy Guerra]
"Fado Tropical", no filme "Fados", de Carlos Saura, canta: Chico Buarque declama: Carlos do Carmo
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
SEVILLANA DEL ADIÓS (Amigos De Gines) - Youtube

SEVILLANA DEL ADIÓS
Algo se muere en el alma, cuando un amigo se va.
cuando un amigo se va.
Cuando un amigo se va y va dejando una huella
que no se puede borrar.
No te vayas todavía no te vayas por favor
no te vayas todavía que hasta la guitarra mía llora
cuando dice adiós.
Un pañuelo de silencio a la hora de partir
a la hora de partir un pañuelo de silencio.
A la hora de partir por qué hay palabras que hieren
y no se deben decir?
No te vayas todavía no te vayas por favor
no te vayas todavía que hasta la guitarra mía llora
cuando dice adiós.
El barco se hace pequeño cuando se aleja en el mar
cuando se aleja en el mar el barco se hace pequeño .
Cuando se aleja en el mar y cuando se va perdiendo
que grande es la soledad .
No te vayas todavía no te vayas por favor
no te vayas todavía que hasta la guitarra mía llora
cuando dice adiós.
Ese vacío que deja el amigo que se va
el amigo que se va ese vacío que deja .
El amigo que se va es como un pozo sin fondo
que no se vuelve a llenar .
No te vayas todavía no te vayas por favor
no te vayas todavía que hasta la guitarra mía llora
cuando dice adiós.
[Manuel Garrido / Manuel García]










