segunda-feira, 3 de outubro de 2011

“Suster o peso da hora…”

      Não fugir.
        Suster o peso da hora
        Sem palavras minhas
        e sem os sonhos fáceis
        e sem as outras falsidades.
        Numa espécie de morte mais terrível
        Ser de mim todo despojado
        Ser abandonado aos pés como um vestido.
        Sem pressa atravessar a asfixia.
        Não vergar.
        Suster o peso da hora
        Até soltar sua canção intacta.

       [Cristovam Pavia]

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