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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Indício (de ouro…)

Não me digam que não ouvem
Na pulsação da manhã
Sinfonias de Beethoven
E Prelúdios de Chopin!?...

Não me digam que persiste
Convosco, a música triste
O aroma de pesar
D’ alguma ária de Liszt
D’ algum requiem de Mozart?!...

- Necessário é coroar
d’élans
o  coração

E erguer a prumo, no ar
Manhãs
De Restauração!

[Rodrigo Emílio]

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Canção Que o Vento Escutou (Para Fernanda de Castro.)

O meu Querido Amigo Rodrigo Emilio

Já nem de mim me condôo
trás do anseio sem parede
De abrir asas ao meu vôo
De dar água à minha sede.
Os sonhos, um regimento
Sem disciplina que os dome.
Daí por que eu me alimento
Praticamente, de fome!
E vou no vento, no vento
Vou, alado às leis de Além
Levando no pensamento
O sustento que me sustém!...

[Rodrigo Emilio]

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ai Flores do Verde-Rey


Para a memória removo
Tudo o que sei e não sei
Vou-me à história a’junto o povo
Que de novo aclame o rei
E vem o rei ter comigo
Vem fascinar-me outra vez
Entre cantigas de amigo
E trovas de amor cortês
Vem talhar-nos o caminho
Rasgá-lo de lés a lés
Conquistar mato maninho
Pra lavouras e marés

Graças ao ritmo e à rima
Inspirou paz e sossego
Trepou pl’o sonho acima
E ganhou-lhe tal apego
Que lançou capa e batina
Sobre os ombros do mondego
O plantio azul marinho
Inda’gora jaz de pé
Ai flores do verde pinho
Dizei, dizei-me baixinho
El-Rei , ai Deus iué

Verdejam vale montanha
Lá vai mastro lá proa
Já na terra o mar se banha
E a Desenha e a Coroa
Já o Céu nos acompanha
E de Velas se povoa
Toda a alma do Pessanha
Port-voz da de Pessoa
Porque não vem ter comigo
Não comparece outra vez
Entre cantigas de amigo
E Trovas de Amor cortês

[Rodrigo Emilio]