sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Um hino à Amizade


A minha Amiga Patolas

Um hino à Amizade

Depois que fiquei sem a minha Mãe, o mundo desabou. Ela era de facto, a minha Família.
 Nesta altura do campeonato, quando estamos fragilizados, não faltam “mãos amigas”, só que o Pai Natal, não entra em nossa casa montado no seu trenó e o Natal …..sinceramente não existe.
 Existe para o pingodoce, leopoldina…e para as pessoas que não conseguem sustentar  a amizade ao longo do ano e usam o Natal, para mostrar que são “boazinhas”. 
 Se Jesus nascesse de novo, o ser-humano voltaria a matá-lo, desta vez de forma mais requintada, podem crer.
 Mas no ano passado, tive uma grande prova de amizade: A minha Amiga Patolas.
Digo amiga, porque era mesmo Amiga, de quem a Patolas não gostava, mordia na canela, no seu caso era mais o calcanhar. 
 Foram sete meses, que vivi naquela casa (a Patolas era a cadela da senhoria) que tive das maiores provas de afecto de um ser, dito irracional e que não pedia nada em troca: A minha Amiga Patolas.
 Foi a Patolas, que me fez companhia no 1º Natal que passei sem a minha Mãe. 
 Foi a Patolas, que me fez passar um Natal sereno e sem revolta.
Já não moro naquela casa e nunca mais a vi...saudades da Patolas, Amiga da minha vida.

Sem comentários:

Enviar um comentário